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Mafê estreia “Encantaria Brincante”, espetáculo que transforma memórias de infância em circo musicado 

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Primeiro solo do multiartista, circense capoeirista e violinista, montagem une brincadeiras de rua à experiência cênica; apresentações gratuitas acontecem entre outubro e novembro em São Paulo 

Mafê em “Encantaria Brincante” | Crédito: Thiago Reis 

O multiartista, circense capoeirista e violinista Mafê estreia “Encantaria Brincante”, espetáculo de circo musicado que aproxima acrobacia, capoeira, brincadeiras de rua e música ao vivo. Primeiro trabalho solo do artista, a montagem será apresentada ao público pela primeira vez em um ensaio aberto no dia 17 de outubro, no Complexo Cultural Funarte SP, e estreia oficialmente no dia 20 de outubro, no Centro Cultural Tendal da Lapa, como parte da programação do Festival SOLOS. Com apresentações gratuitas e classificação livre, o espetáculo circula por diferentes espaços da cidade de São Paulo até 8 de novembro.

Em cena, Mafê divide o palco com os musicistas Awórónké Lima e Uriã de Barros, que executam ao vivo a trilha autoral da montagem. Sem falas, “Encantaria Brincante” constrói sua dramaturgia por meio do corpo, da música, dos objetos e do jogo. Entre acrobacias, capoeira, teatro físico e brincadeiras de rua, a obra transforma memórias de infância em movimento e convida crianças, jovens e adultos a imaginar outras formas de brincar e estar junto.

A pesquisa que dá origem ao espetáculo parte da própria trajetória de Mafê, artista criado no Jaraguá, em São Paulo. Violinista, ele aproxima em sua pesquisa o violino e a rabeca de elementos do circo, da capoeira e das brincadeiras de rua. Em “Encantaria Brincante”, essa combinação ganha uma dimensão cênica, fazendo com que a música deixe de ser apenas acompanhamento e passe a integrar o próprio jogo proposto pelo espetáculo.

“O “Encantaria Brincante” nasce das brincadeiras de rua que experienciei no Jaraguá e do encontro entre o violino e a capoeira, que sempre andaram juntos do meu corpo. Quis criar uma cena sem palavras, em que a música, o movimento e o jogo abrissem espaço para que cada pessoa, criança ou adulta, reconhecesse a própria infância e imaginasse outras formas de brincar e de estar junto”, afirma Mafê, criador, intérprete e diretor musical do espetáculo.

Com direção de Gui Awazu, da Trupe Baião de 2, a obra foi concebida para dialogar com públicos diversos e circular por diferentes contextos, incluindo espaços culturais e instituições de educação e assistência social. No dia 23 de outubro, a montagem será apresentada para crianças e adolescentes atendidos pelo CCA Cristo Rei, da Bompar, no Tatuapé. Em 3 de novembro, chega à EMEBS Prof. Mário Pereira Bicudo, escola municipal de educação bilíngue para surdos, em sessão com Libras. O projeto também prevê audiodescrição em apresentações acordadas para público cego ou com baixa visão.

A programação inclui ainda a oficina “Acrobacia em Movimento: Dançando a Capoeira”, conduzida por Mafê nos dias 27, 28 e 29 de outubro, das 10h às 12h, no Centro de Memória do Circo, no Centro Cultural Olido. Após cada apresentação, o público participa de um bate-papo de mediação com a equipe.

Sinopse

Uma infância reaparece em cenas de brincadeira, movimento e invenção. Com acrobacias, capoeira e música ao vivo, Mafê percorre lembranças e convida o público a entrar nesse universo. “Encantaria Brincante” celebra a liberdade de brincar e a possibilidade de reconhecer a si e aos outros com imaginação e afeto.

Ficha técnica

Concepção e criação: Mafê

Elenco: Mafê

Musicistas: Awórónké Lima e Uriã de Barros

Direção: Gui Awazu

Direção musical: Mafê

Figurino: Clara Prates

Cenografia: Lua Nucci

Identidade e design gráfico: Gaya Vieira

Produção: Lui Castanho

Assessoria de Imprensa: Marrese Assessoria

Realização: Associação de Arte e Cultura Periferia Invisível

Este projeto foi contemplado pela 10ª Edição do Programa Municipal de Fomento ao Circo para a Cidade de São Paulo, Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa.

Serviço

“Encantaria Brincante” | Mafê

Ensaio aberto
Entrada gratuita

Data: 17 de outubro (sábado), às 18h
Local: Complexo Cultural Funarte SP | Alameda Nothmann, 1058, Campos Elíseos, São Paulo/SP

Apresentações abertas ao público
Entrada gratuita

Data: 20 de outubro (terça-feira), às 20h
Local: Centro Cultural Tendal da Lapa (dentro da programação do Festival SOLOS) | Rua Guaicurus, 1100, Lapa, São Paulo/SP

Data: 8 de novembro (domingo), às 16h
Local: Centro de Memória do Circo (Centro Cultural Olido) | Avenida São João, 473, Centro, São Paulo/SP

Sessões em parceria com instituições
Data: 23 de outubro (sexta-feira), às 10h
Local: CCA Cristo Rei (Bompar) | Rua Maria Eugênia, 140/158, Tatuapé, São Paulo/SP

Data: 3 de novembro (terça-feira), manhã e tarde, com Libras
Local: EMEBS Prof. Mário Pereira Bicudo | Avenida Félix Alves Pereira, 73, Jardim Centenário, São Paulo/SP

Oficina “Acrobacia em Movimento: Dançando a Capoeira”, com Mafê
Gratuita

Datas: 27, 28 e 29 de outubro (terça a quinta-feira), das 10h às 12h
Local: Centro de Memória do Circo (Centro Cultural Olido) | Avenida São João, 473, Centro, São Paulo/SP

Classificação indicativa: Livre

Sobre Mafê

Mafê é multiartista, violinista e artista circense criado no Jaraguá, em São Paulo. Sua pesquisa aproxima violino e rabeca de capoeira, acrobacia, monociclo e brincadeiras de rua. Iniciou os estudos musicais no projeto A Música Venceu, estudou no Conservatório do Theatro Municipal e atuou em orquestras e em espetáculos de circo e música popular. “Encantaria Brincante” é seu primeiro espetáculo solo.

Em cena, Mafê divide o palco com Uriã de Barros – multi-instrumentista e trans não binário que pesquisa sonoridades contemporâneas e de estéticas afro brasileiras e que já integrou diversos projetos nas áreas de música, teatro e circo como compositor, arranjador e intérprete – e com Awórónké Lima, artista do corpo e da música que pesquisa danças e músicas malinké da Guiné, tambores batá, rumba cubana e toques de candomblé, e conduz o projeto Saberes Ancestrais. A direção é de Gui Awazu, artista circense da Trupe Baião de 2, grupo que pesquisa a perna de pau em diálogo com a cultura popular.

@mafe.violino

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Patrícia Marrese

Patrícia Marrese é formada em Relações Públicas pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) e certificada em Ballet Clássico. É mestre em Comunicação e Cultura pela Université Côte d’Azur, na França.