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Simões de Assis apresenta exposição da artista Thalita Hamaoui

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A mostra reúne onze pinturas inéditas, realizadas em tinta a óleo e pastel oleoso sobre tela e linho, em diferentes dimensões

Thalita Hamaoui. Crédito: Nina Jacobi

No dia 19 de março, a Simões de Assis inaugura, em São Paulo, a exposição “Corpo de Vento”, individual da artista Thalita Hamaoui, com texto crítico assinado pela socióloga, professora e pesquisadora brasileira Ana Paula Cavalcanti Simioni. A mostra apresenta onze pinturas inéditas, realizadas em tinta a óleo e pastel oleoso sobre tela e linho, em dimensões variadas. Entre os destaques estão “Corpo de Vento” (2026), pintura de grande formato que se estende por mais de cinco metros; e “Acontecimento Memorável” (2026).

Com trajetória iniciada na estamparia têxtil, onde aprofundou seus estudos sobre cor e forma, Hamaoui dedica-se integralmente à pintura desde 2013. Suas pinturas constroem paisagens de caráter fantástico, nas quais formas orgânicas se expandem por superfícies luminosas e figura e fundo se misturam. Elementos botânicos, como folhagens, flores e frutos, aparecem em sobreposições que combinam cores saturadas e tonalidades mais suaves. Esses arranjos não buscam o realismo, mas se organizam em ritmos que aproximam matéria vegetal e construções fictícias, sugerindo um modo de habitar próximo do onírico.

Em “Corpo de Vento”, a artista apresenta obras desenvolvidas a partir de um aprofundamento no uso do óleo e do pastel oleoso, em que amplia a escala das obras e experimenta diferentes formatos, incluindo pinturas compostas por duas ou três telas articuladas e suportes de contorno orgânico, como em “Vento Correnteza” (2026). Produzidas simultaneamente, as pinturas foram concebidas em diálogo umas com as outras, estabelecendo continuidades cromáticas e formais no espaço expositivo.

Sobre a produção da artista, Ana Paula Cavalcanti Simioni comenta: “A pintura de Thalita se apresenta como sugestiva, sem nos impor um sentido prévio. É um convite ao encantamento, ao prazer por saborear opticamente cada tela devagar, com encanto. É nas grandes telas que Thalita afirma sentir-se mais à vontade, pois nelas pode explorar com maior liberdade e fluidez o caráter gestual de sua prática”.

Todas as obras foram produzidas especialmente para a exposição, que permanece em cartaz até 09 de maio de 2026. Thalita Hamaoui também participa de “A World Far Away, Nearby and Invisible”, mostra coletiva com trabalhos selecionados pela Coleção Jorge M. Pérez, que acontece até agosto deste ano, no El Espacio 23, em Miami, EUA.

Sobre a artista

Thalita Hamaoui (São Paulo, 1981) vive e trabalha em São Paulo. É formada em Artes Plásticas pela FAAP – Fundação Armando Álvares Penteado. Iniciou sua carreira na estamparia têxtil, onde aprofundou seus estudos sobre cores e formas. Desde 2013, dedica-se integralmente à pintura –  primeiro ao guache e à aquarela e, posteriormente, à tinta à óleo.

As paisagens que constrói são fantásticas, caleidoscópicas, marcadas por formas orgânicas e uma luminosidade singular. Ao utilizar tinta a óleo e bastão oleoso sobre tela e linho, elabora um repertório imagético em constante transformação, no qual figura e fundo se misturam. 

Normalmente, suas telas são produzidas de maneira simultânea, tomando por completo as paredes de seu ateliê e criando uma hibridização formal. As paisagens que constrói são repletas de vida botânica, com uma paleta característica que combina cores saturadas e tons pastéis equilibrados. Seus arranjos, repletos de texturas vegetais, não buscam o realismo, mas se organizam em camadas rítmicas de folhagens, flores, frutos, justapostos a construções fictícias que configuram um modo de habitar onírico. 

Thalita Hamaoui foi selecionada pelo edital do Centro Cultural São Paulo de 2017, realizando “Um Passo Irreparável”, sua primeira exposição individual, e participou do programa de residência artística do Pivô, em 2018. Entre outras mostras solo estão “Nascer da Terra” (2025), Marianne Boesky Gallery, Nova York; “Auroras” (2024), Simões de Assis, Balneário Camboriú; “A terra e o devaneio da vontade” (2023), Museu de Arte Contemporânea do Paraná, Curitiba; “Gaia: seu corpo, sua carne, seu sopro” (2023), Simões de Assis, São Paulo. Dentre participações em coletivas destacam-se “A World Far Away Nearby and Invisible Territory Narratives in the Jorge M. Pérez Collection”(2025), El Espacio 23, Miami; “Sublime Spirit” (2024), Marianne Boesky Gallery, Nova York; “Mothering” (2022), Kupfer Project, Londres; Infinitess (2019), Lazy Susan Gallery, Nova York; “Áurea” (2018), LÁFF, Hamburgo. Possui trabalhos nas coleções: Museu Oscar Niemeyer (MON), Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), Coleção Ricardo Britto e Coleção Jorge M. Pérez.

Sobre a Simões de Assis

Com mais de 40 anos de história, a Simões de Assis é uma das principais galerias da América Latina dedicadas à arte moderna e contemporânea. Inaugurada em Curitiba, Brasil, em 1984, é conduzida por duas gerações da família fundadora, operando em três sedes – São Paulo, Curitiba e Balneário Camboriú.

A galeria representa um grupo curado de 37 artistas e espólios, com foco especial na arte brasileira, mas também na arte latino-americana em diálogo com perspectivas globais. A Simões de Assis é profundamente comprometida com a internacionalização de seu programa, estabelecendo parcerias com importantes galerias, museus e curadores ao redor do mundo. Em estreita colaboração com colecionadores e instituições, busca posicionar seus artistas em importantes coleções públicas e privadas, por meio da participação regular nas feiras de arte mais relevantes – o que reflete sua visão estratégica e sua crescente atuação internacional.

Como pioneira na promoção de diálogos transgeracionais, a Simões de Assis trabalha com artistas consagrados e emergentes, construindo um programa que combina elementos históricos e uma visão voltada para o futuro. Como um projeto multigeracional, é uma plataforma de amplo alcance para intercâmbios culturais, moldando o legado da arte brasileira e latino-americana dentro de um sistema artístico globalizado e interconectado.

Serviço
Corpo de Vento”, individual da artista Thalita Hamaoui

Entrada gratuita
Abertura
: 19 de março, quinta-feira, das 18h às 21h
Período de visitação: de 19 de março a 9 de maio de 2026

Local: Galeria Simões de Assis | Alameda Lorena, nº 2050 – Jardins, São Paulo/SP
Horário de funcionamento: segunda a sexta, das 10h às 19h; sábado, das 10h às 15h
Site: www.simoesdeassis.com
Instagram: @simoesdeassis_
Facebook:
fb.com/simoesdeassisgaleria

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Patrícia Marrese

Patrícia Marrese é formada em Relações Públicas pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) e certificada em Ballet Clássico. É mestre em Comunicação e Cultura pela Université Côte d’Azur, na França.